Lucy Alves leva o som da sanfona e da MPB ao Teatro SARAH

Lucy Alves e Jubileu Filho se apresentando no Teatro SARAH.
Lucy Alves e Jubileu Filho se apresentando no Teatro SARAH.

“A música é um instrumento tão bonito e tão forte, que leva a gente para tantos lugares.”

No Teatro SARAH, Lucy Alves mostrou como a música pode criar caminhos para chegar até as pessoas. Entre canções, pedidos da plateia e momentos de proximidade com os pacientes, a cantora transformou a apresentação em um momento de troca com o públlico. No palco, além da voz, Lucy também se revezou entre a sanfona e o bandolim, acompanhada pelo versátil Jubileu Filho, na guitarra.

A interação com os pacientes foi além dos limites do palco. Em determinado momento, a artista subiu aos mezaninos do teatro para cumprimentar e confraternizar com quem acompanhava o espetáculo.

“Ir até aquelas pessoas lá em cima e cantar para elas tão pertinho. Isso, para mim, foi tão lindo. Sentir alegria vendo que um gesto tão pequeno pode mudar o dia de uma pessoa. E, muitas vezes, a vida.”

A experiência também levou a cantora a refletir sobre a força da arte como forma de comunicação e acolhimento. Para Lucy, a música é capaz de alcançar as pessoas mesmo sem palavras.

 “A arte é muito potente, mais do que a gente imagina. Muitas vezes a gente que trabalha com isso esquece o quão poderosa é essa ferramenta de comunicação”, afirmou.

Segundo a cantora, essa potência também está na capacidade da arte de despertar novos olhares e levar mensagens de esperança.

 “Acho que a música e a arte ensinam a gente a transpor, a ultrapassar esses obstáculos.” Para ela, esse efeito não precisa de explicação: “É muito forte e não tem explicação. É uma coisa que a gente sente e a gente sabe que é muito potente.”

Entre os momentos de descontração, quando alguém da plateia pediu “Caminhoneiro”, Lucy revelou que não conhecia a música e brincou ao convidar o público a ajudá-la. Jubileu Filho entrou na brincadeira e começou a cantar um trecho da canção, que também não conhecia por completo, arrancando risadas da plateia.

O espetáculo terminou em clima de São João fora de época, com o público acompanhando Lucy em meio a muitos aplausos. O encerramento foi marcado pela entrega de flores à artista. Ana Liz de Jesus Pádua Lima subiu ao palco para agradecer, em nome do público, pela apresentação. Antes de se despedir, Lucy atendeu ao pedido da pequena e tocou “Que Nem Jiló”, encerrando a tarde com a música novamente como ponto de encontro entre palco e plateia.

A paciente Ana Liz de Jesus Pádua Lima entregando um buquê de flores a Lucy Alves.
A paciente Ana Liz de Jesus Pádua Lima entregando um buquê de flores a Lucy Alves.